Os Benefícios da Amizade e da Boa Comunicação

Ter amigos e cultivar amizades faz bem pra saúde!

Manter um círculo de amizades ou estar inserido em algum grupo social mostrou-se um remédio eficaz para prevenir diversas enfermidades, segundo pesquisas realizadas no Departamento de Psicologia da Universidade de Chicago por Louise Hawkley, diretora e pesquisadora do Laboratório de Neurociência Social.

Permanecer isolado socialmente pode acarretar alterações significativas em nossa saúde, pois essa condição tem sido relacionada à depressão, diminuição do sono e da capacidade cognitiva, doença de Alzheimer e até mortalidade. Além disso, a solidão tem sido relacionada a aumento da pressão sanguínea, alterações no sistema imunológico, arteriosclerose, diabetes, inflamações e contrações nos vasos sanguíneos. Alcoolismo, sedentarismo e obesidade aparecem igualmente na lista dos males de quem vive só.

Vejam a interessante matéria da revista on-line vidasaúde em:

Amizade só faz bem

Um dos colaboradores dessa pesquisa, John Cacioppo, autor do livro “Loneliness – human nature and the need for social connection” (“Solidão, a natureza humana e a necessidade de conexão social”, ed. Norton) sintetizou uma série de atitudes que podem ser entendidas como ações preventivas para se manter longe das doenças. Ele propõe o acrônimo EASE (fácil):

E, de Expose. Expor-se ou tomar a iniciativa de oferecer ao outro um gesto ou uma palavra gentil;

A, de Action Plan. Estabelecer um Plano de Ação em que se define que tipo de amizades você deseja;

S, de Selection. Seleção cuidadosa dos amigos, buscando amizades de qualidade e não um vasto número de amigos superficiais; e

E, de Expect the best. Esperar o melhor alimentando expectativas positivas.

A interessante matéria da revista on-line vivasaúde relata ainda a existência de outros dois estudos:

Pesquisas realizadas pelo Centro do Envelhecimento da Universidade de Flinders (Adelaide/Austrália) confirmam as conclusões da pesquisadora americana e conclui que ter amigos está ligado à longevidade: pessoas com uma boa rede de amigos e confidentes vivem 22% mais tempo do que aqueles que se isolam.

A pesquisa australiana revelou que, embora a família seja importante, sua influência para a saúde não é tão grande como a dos amigos que, normalmente, são nossos maiores incentivadores para nos cuidarmos melhor, parar de fumar ou beber e procurar ajuda médica diante de algum sinal físico importante. Além disso, são os amigos que estão por perto para ouvir e ajudar a enfrentar os momentos difíceis, muitas vezes vividos dentro da própria família.

Outra pesquisa realizada na Universidade de Toronto e publicada na revista Psychological Science concluiu que as metáforas relativas à solidão, ligadas ao frio, correspondem à realidade dos fatos. Pessoas que se sentem excluídas sentem mais frio porque sentir-se só altera a capacidade de percepção de calor.

Para aqueles que desejam construir laços de amizade, mas não sabem como fazê-lo, o médico, sociólogo e psicoterapeuta italiano Francesco Alberoni, autor do livro “A amizade” (Ed. Rocco), aconselha tranquilidade e otimismo e uma estratégia mais direta: “Devemos pedir aos outros aquilo que desejamos e perguntar a eles o que esperam de nós”.

Refletindo a respeito dessas notícias que até não são tão novas assim, pois já foram publicadas há muito tempo, mas continuam muito atuais pelo interesse que despertam e pela sua relevância, reafirmo minha crença de que “Viver bem é estabelecer, manter e aprofundar relacionamentos saudáveis”.

Em meu outro Blog, o “Três Coisas”, tenho postado periodicamente crônicas, prosa, poesia e haicai a respeito da amizade. Vejam alguns desses Posts, os mais antigos, em:

Garrafa 15 – Para você, com carinho

Garrafa 28 – Voltando com amigos

Garrafa 85 – Amizade

Além disso, ao longo dos últimos anos, cresceram minhas convicções de que a base para o estabelecimento e manutenção de relacionamentos saudáveis são a Confiança e o Respeito que, por sua vez, dependem em grande medida da Capacidade de Comunicação das pessoas envolvidas nesse relacionamento.

Estou alinhado com o pensamento do Dr. Alberoni de que, no estabelecimento de relacionamentos de amizade vale a adoção de uma estratégia direta e assertiva: de apresentar claramente nossas necessidades e, também, de reconhecer as necessidades do outro. A partir disso, desenvolvi um treinamento modular que ofereço em cursos abertos, “In Company”, ou como consultoria individual para desenvolver a Capacidade de Comunicação de pessoas e equipes. Trata-se da Oficina de Comunicação e Desenvolvimento Pessoal.

Vejam as informações da última Oficina (curso aberto) ministrada em 2012 em:

Oficina de Comunicação e Desenvolvimento pessoal

Temos recebido ótimos feedbacks dos participantes desse treinamento relatando benefícios de utilização desses conceitos tanto nos campos profissional quanto no pessoal.

Nesse início de 2013, o treinamento já está sendo realizado “In Company” em uma empresa do setor de embalagens industriais e como consultoria individual para uma cliente, que também é uma Exploradora de Novas Possibilidades de Futuro vivenciando o processo de Coaching Centrado em Valores.

Será que essa informação pode ser de utilidade para alguém, em algum momento, em algum lugar? Compartilhem com seus amigos!

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Amizade

Anúncios

Percepção alterada de objetos de desejo

Notícias já divulgadas, desde 2010, dão conta de que pesquisas das Universidades de Nova York e Cornell indicam que sofremos alterações no nosso sistema de percepção, quando estabelecemos objetivos e metas que consideramos valiosos.

Vejam em: Objetos desejados parecem mais próximos, diz pesquisa

Aparentemente, segundo os pesquisadores, essas percepções alteradas com que a Natureza parece nos dotar, fazendo com que nossos objetos de desejo pareçam mais próximos (ao nosso alcance), podem favorecer nossos esforços de continuar seguindo em sua direção, até alcançá-los. Penso que isso pode ser, também, um estímulo natural à nossa capacidade de persistir.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Persistencia

A Importância da Gratidão

No final do ano passado, ouvi matéria veiculada pela Rádio CBN, no módulo CBN Saúde e Bem-Estar, em que Tânia Morales conversa com Cristiane Segatto que reporta estudos realizados em algumas universidades norte-americanas constatando os benefícios à saúde proporcionados pela prática da gratidão.

Na ocasião, divulguei o link por e-mail para alguns amigos e amigas mais próximos, com um bilhetinho de agradecimento pela nossa amizade.

Neste início de ano, época de balanços sobre os acontecimentos do ano passado e renovação de laços de relacionamento e amizade com nossos familiares e amigos, que tal divulgar esta notícia acompanhada pelo envio de um abraço apertado?

Ouçam o podcast em: CBN Saúde e Bem-Estar: Os benefícios da gratidão à saúde física e mental

Já solicitei informações sobre os trabalhos de referência e pretendo divulgá-los também, quando tomar conhecimento das informações complementares.

Independentemente dos resultados dessas novas pesquisas, essa é uma crença que adotei há muito tempo e tenho compartilhado com os participantes de Oficinas, Cursos, Palestras e com os leitores dos meus artigos e posts divulgados pela Internet, especialmente quando abordo o tema do Feedback Positivo.

E mesmo quando é saudável e necessário expressar desagrado, no caso do Feedback Construtivo, o Método do Hambúrguer sugere encapsular a crítica entre dois comentários positivos. Vejam algumas ideias a respeito em:

Garrafa 284 – Falar ou calar

Sou grato, antecipadamente, àqueles que, encontrando algo de interessante nessa notícia, a compartilhem com seus amigos e familiares.

Que, a partir de 2013, os seus corações possam estrar sempre preenchidos com o sentimento, as palavras e uma atitude de gratidão pelo dom da vida e pelo estabelecimento de relacionamentos saudáveis.

Eduardo Leal
Foto de autor desconhecido

Gratidão

O Mundo não acabou!

O mês de dezembro, como sempre ocorre, nos traz a noção de fim de ciclo, de fim de ano. O ano de 2012, porém, iniciou sob o peso terrível de poder trazer, também, o fim do mundo. Tudo isso de acordo com profecias derivadas de diversas interpretações do antigo calendário Maia, que indicaria o dia 21 de dezembro de 2012, uma sexta-feira, como a data do fim dos tempos.

Não perdi uma noite de sono sequer, preocupado com esse possível evento, mas muita gente o fez. E foram muitos os que se preocuparam. E não foram poucos, também, os que se aproveitaram dessa oportunidade para ganhar dinheiro com o medo e a credulidade alheia. Jornais, revistas, emissoras de radio, blogs e sites especializados tiveram incremento no seu número de leitores, ouvintes e acessos, por conta desse tema. A construção de “abrigos” e a venda de “kits de sobrevivência” para os remanescentes em um mundo pós-catástrofe, também incrementou os resultados de algumas empresas e empreendedores com boa visão de negócio.

Na manhã de sábado, dia 22 de dezembro, diversos meios de comunicação divulgaram explicações sobre a não concretização das terríveis profecias. Incluo abaixo um link do site do jornal O Globo, que divulga um vídeo produzido pela NASA. Vejam em:

Nasa explica porque o mundo não acabou – O Globo: O Globo.

Pelo alcance mundial e o impacto que teve no imaginário coletivo, considero essa “a boa notícia” do ano de 2012 e a incluo na minha dieta de notícias pelo seu impacto positivo global.

Ganhamos a oportunidade, todos nós, de poder continuar desempenhando o papel de coautores do nosso futuro, como nos sugerem as palavras de John Schaar que foi Professor Emeritus na Universidade da Califórnia , em Santa Cruz:

“The future is not some place we are going, but one we are creating. The paths are not to be found, but made. And the activity of making them changes both the maker and the destination.”

“O futuro não é um lugar para onde estejamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído. E o ato de fazê-lo muda, tanto o realizador, quanto o destino.”

Bem-vindos ao seu próprio futuro!

Eduardo Leal
Foto da NASA – Terra Hemisfério Ocidental
Imagem true-color do Planeta Terra, mostra o continente americano como seria visto do espaço a 35.000 km acima da superfície da Terra. Os dados foram coletados pelo satélite “Terra” da NASA, por um período de mais de 16 dias. Os dados relativos às nuvens foram fornecidos pelo GOES – Geostationary Operational Environmental Satellite.

Terra