Capacidade de liderança tem componente genético

Aqueles que se interessam pelo estudo da liderança têm discutido exaustivamente em que medida essa característica é uma habilidade que pode ser desenvolvida e aprendida e até que ponto ela é apenas um fator genético.

Notícia publicada no portal G1 de O Globo, no dia de ontem, divulga que cientistas da University College em Londres, descobriram um gene relacionado com a capacidade de liderança dos seres humanos e que, segundo esses estudos, que envolveram cerca de 4.000 pessoas, de cada quatro casos de traço de liderança, um é ligado a genes. A pesquisa foi publicada na revista “Leadership Quarterly”.

Vejam mais informações a respeito em: Cientistas descobrem gene ligado à capacidade de liderança

Tenho ministrado treinamentos denominados Oficina de Desenvolvimento Gerencial em que, entre outros temas, essa discussão é estimulada e promovida entre os participantes e, em grupo, são analizadas as características desejadas do Líder do Século XXI.

Uma dica de leitura que considero interessante é o livro de Tom Rath e Barry Conchie “Strenghts Based Leadership” publicada pela Gallup Press. Vejam em: About Strengths Based Leadership

Segundo pesquisas realizadas pelo Gallup, três características emergiram desses estudos: 1. Os líderes efetivos estão sempre investindo em seus próprios pontos fortes; 2. Esses líderes procuram se cercar das pessoas certas e, então, procuram maximizar o desempenho de sua equipe; e 3. Os líderes entendem as necessidades de seus seguidores.

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Liderança

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Os Benefícios da Leitura de Poesia

Os resultados de uma pesquisa realizada na Universidade de Liverpool e antecipados pelo jornal britânico “Daily Telegraph”, no dia de ontem, mostram que a atividade do lado direito do cérebro fica intensificada quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, como a encontrada em textos de poesia, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa daquela universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e, depois, leram essas mesmas passagens traduzidas para uma linguagem coloquial.

Segundo esse estudo, ler autores como Shakespeare, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e esses efeitos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo. A poesia, portanto, pode ser mais eficaz, em tratamentos, do que a leitura de livros de autoajuda.

Vejam mais a respeito em: Ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda, dizem cientistas

Pesquisando uma definição de poesia feita por um dos autores citados, Thomas S. Eliot, encontrei o seguinte:

“Poetry is not a turning loose of emotion, but an escape from emotion; it is not the expression of personality, but an escape from personality. But, of course, only those who have personality and emotions know what it means to want to escape from these things….”

“A poesia não é uma perda de controle da emoção, mas uma fuga da emoção; não é a expressão da personalidade, mas uma fuga da personalidade. Mas, é claro, somente aqueles que têm personalidade e emoções sabem o que significa querer escapar dessas coisas…”

Como admirador da obra de Eliot, no meu outro blog já postei pelo menos duas citações de suas visões poéticas. Vejam em:

Garrafa 156 – O Explorador

Garrafa 182 – Mente tranquila

Acho que agora entendo melhor minhas reações corporais quando entro em contato com essas palavras: É o resultado de alguma agitação no lado direito do meu cérebro …

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Hemisférios cerebrais

Atividade física e habilidades mentais

Matéria publicada no O GLOBO CIÊNCIA divulga pesquisas que procuram confirmar a hipótese de que nosso cérebro foi moldado e se tornou mais apurado pelo movimento, e até hoje demanda atividades físicas para funcionar adequadamente.

Leiam mais sobre esse assunto em: Evolução do cérebro está ligada à prática de exercícios

John Polk, professor de antropologia da Universidade de Illionois em Urbana-Champaign, e coautor do novo artigo junto com o antropólogo na Universidade do Arizona David Raichlen, afirma que estudos recentes mostraram que “exercício regular, mesmo a caminhada” leva a habilidades mentais apuradas, o que foi registrado da infância até a terceira idade. Isso o leva a creditar que que existe uma sólida relação entre um corpo saudável e uma mente saudável.

De minha parte compartilho dessa crença de que corpo e mente formam um sistema interdependente: atuando na mente, o corpo reage; atuando no corpo a mente reage. Desde que tomei conhecimento da Programação Neurolinguística – PNL, a partir do ano 2000, uso em meus trabalhos de Coaching Centrado em Valores, de Consultoria em Planejemento Estratégico e Planos de Negócio e em Treinamentos um modelo simplificado conhecido como a “Tétrade da Neurolinguística” que, além da mente (pensamento) e do corpo (fisiologia), inclui mais dois elementos, a linguagem e o estado.

Estando esses quatro elementos ligados de maneira interdependente, quando desejamos mudar nosso estado interno para, por exemplo, entrar em um estado em que temos acesso a uma quantidade maior de recursos, podemos atuar em todos eles em conjunto ou em qualquer um dos outros três elementos individualmente: no foco do pensamento, na linguagem que ulilizamos no nosso diálogo interno e na fisiologia do nosso corpo. Não é uma ótima notícia, essa possibilidade?

Por outro lado, desenvolvimentos recentes na Neurociência lançam luz sobre como o cérebro recebe, organiza e distribui informações para orientar nossas acões. E problemas normalmente associados ao envelhecimento têm sido relacionados ao funcionamento do córtex cerebral e do hipocampo.

Outra boa notícia é o surgimento de novos métodos que podem ser incorporados às atividades diárias a fim de desenvolver e manter as conexões cerebrais, os exercícios neuróbicos. Esses exercícios envolvem a ativação de muitas áreas diferentes do cérebro, de novas maneiras, para ampliar o alcance da ação mental.

Vejam mais a respeito, nessa dica de leitura, no site da Editora Sextante: o livro “Mantenha o seu cérebro vivo” de Lawrence C. Katz e Manning Rubin no artigo Como manter seu cérebro vivo

Encontrando algo de interessante nessas informações, compartilhe seu conteúdo com amigos e familiares e passe a incluir, nas suas atividades diárias, alguns exercícios físicos e neuróbicos.

Eduardo Leal
Ilustração de Eduardo Leal – A Tétrade da Neurolingüística

Tetrade da Neurolinguistica