Atividade física e habilidades mentais

Matéria publicada no O GLOBO CIÊNCIA divulga pesquisas que procuram confirmar a hipótese de que nosso cérebro foi moldado e se tornou mais apurado pelo movimento, e até hoje demanda atividades físicas para funcionar adequadamente.

Leiam mais sobre esse assunto em: Evolução do cérebro está ligada à prática de exercícios

John Polk, professor de antropologia da Universidade de Illionois em Urbana-Champaign, e coautor do novo artigo junto com o antropólogo na Universidade do Arizona David Raichlen, afirma que estudos recentes mostraram que “exercício regular, mesmo a caminhada” leva a habilidades mentais apuradas, o que foi registrado da infância até a terceira idade. Isso o leva a creditar que que existe uma sólida relação entre um corpo saudável e uma mente saudável.

De minha parte compartilho dessa crença de que corpo e mente formam um sistema interdependente: atuando na mente, o corpo reage; atuando no corpo a mente reage. Desde que tomei conhecimento da Programação Neurolinguística – PNL, a partir do ano 2000, uso em meus trabalhos de Coaching Centrado em Valores, de Consultoria em Planejemento Estratégico e Planos de Negócio e em Treinamentos um modelo simplificado conhecido como a “Tétrade da Neurolinguística” que, além da mente (pensamento) e do corpo (fisiologia), inclui mais dois elementos, a linguagem e o estado.

Estando esses quatro elementos ligados de maneira interdependente, quando desejamos mudar nosso estado interno para, por exemplo, entrar em um estado em que temos acesso a uma quantidade maior de recursos, podemos atuar em todos eles em conjunto ou em qualquer um dos outros três elementos individualmente: no foco do pensamento, na linguagem que ulilizamos no nosso diálogo interno e na fisiologia do nosso corpo. Não é uma ótima notícia, essa possibilidade?

Por outro lado, desenvolvimentos recentes na Neurociência lançam luz sobre como o cérebro recebe, organiza e distribui informações para orientar nossas acões. E problemas normalmente associados ao envelhecimento têm sido relacionados ao funcionamento do córtex cerebral e do hipocampo.

Outra boa notícia é o surgimento de novos métodos que podem ser incorporados às atividades diárias a fim de desenvolver e manter as conexões cerebrais, os exercícios neuróbicos. Esses exercícios envolvem a ativação de muitas áreas diferentes do cérebro, de novas maneiras, para ampliar o alcance da ação mental.

Vejam mais a respeito, nessa dica de leitura, no site da Editora Sextante: o livro “Mantenha o seu cérebro vivo” de Lawrence C. Katz e Manning Rubin no artigo Como manter seu cérebro vivo

Encontrando algo de interessante nessas informações, compartilhe seu conteúdo com amigos e familiares e passe a incluir, nas suas atividades diárias, alguns exercícios físicos e neuróbicos.

Eduardo Leal
Ilustração de Eduardo Leal – A Tétrade da Neurolingüística

Tetrade da Neurolinguistica