Diário de uma paixão

Um dos filmes que mais me emocionou, nos últimos tempos, foi “Diário de uma paixão“, lançado em agosto de 2004, com direção de Nick Cassavetes.

O drama se passa no presente, em uma clínica geriátrica, onde o marido se interna voluntariamente para acompanhar sua esposa que sofre com problemas de memória, lendo para ela o conteúdo de um diário. É a história do romance entre os dois. E o filme alterna imagens do presente e do passado com cenas belíssimas.

Dois jovens enamorados que, em 1940, se conheceram num parque de diversões e foram separados pelos pais dela, que nunca aprovaram o namoro, pois ele era um trabalhador braçal e oriundo de uma família sem recursos financeiros. Para evitar qualquer aproximação, seus pais a mandam para longe. Por um ano ele lhe escreve todos os dias mas não obteve resposta, pois a mãe dela interceptava suas cartas. Crendo que ela não estava mais interessada, ele escreve uma carta de despedida e tenta se conformar. Ela esperava notícias dele, mas após sete anos desistiu de esperar ao conhecer um charmoso oficial, que serviu na 2ª Grande Guerra e pertencia a uma família muito rica. Estavam prestes a se casar, mas o destino a faria se reencontrar com seu antigo amor.

As maiores emoções ficam por conta da dedicação do marido, que se entristece quando a esposa não o reconhece e se alegra com seus breves momentos de lucidez. Vejam o trailer em: Diário de uma paixão.

Pois bem, hoje tomei conhecimento de que algo semelhante acontece na vida real. O inglês Jack Potter luta para que a sua esposa Phyllis mantenha as lembranças de uma união de mais de 70 anos, conforme narra em entrevista ao Daily Mail. Vi a notícia em: Diário de uma paixão” da vida real: homem lê diário para esposa com amnésia

Convido a todos a ler a matéria e ver o belo filme. É realmente inspirador.

Eduardo Leal

Diário de uma paixão

Os Benefícios da Leitura de Poesia

Os resultados de uma pesquisa realizada na Universidade de Liverpool e antecipados pelo jornal britânico “Daily Telegraph”, no dia de ontem, mostram que a atividade do lado direito do cérebro fica intensificada quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, como a encontrada em textos de poesia, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa daquela universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e, depois, leram essas mesmas passagens traduzidas para uma linguagem coloquial.

Segundo esse estudo, ler autores como Shakespeare, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e esses efeitos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo. A poesia, portanto, pode ser mais eficaz, em tratamentos, do que a leitura de livros de autoajuda.

Vejam mais a respeito em: Ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda, dizem cientistas

Pesquisando uma definição de poesia feita por um dos autores citados, Thomas S. Eliot, encontrei o seguinte:

“Poetry is not a turning loose of emotion, but an escape from emotion; it is not the expression of personality, but an escape from personality. But, of course, only those who have personality and emotions know what it means to want to escape from these things….”

“A poesia não é uma perda de controle da emoção, mas uma fuga da emoção; não é a expressão da personalidade, mas uma fuga da personalidade. Mas, é claro, somente aqueles que têm personalidade e emoções sabem o que significa querer escapar dessas coisas…”

Como admirador da obra de Eliot, no meu outro blog já postei pelo menos duas citações de suas visões poéticas. Vejam em:

Garrafa 156 – O Explorador

Garrafa 182 – Mente tranquila

Acho que agora entendo melhor minhas reações corporais quando entro em contato com essas palavras: É o resultado de alguma agitação no lado direito do meu cérebro …

Eduardo Leal
Ilustração de autor desconhecido

Hemisférios cerebrais